quarta-feira, agosto 14

Empatia


Quando por mero acaso conseguimos a proeza de anular a virtualidade e atingimos com sucesso o simples significado da palavra amizade.
Aqui o objectivo não é conseguir o máximo número de amizades, mas sim o saber estar e partilhar com alguém que não se pareça com um ecrã. É algo muito raro de acontecer, mas quando acontece vale mais que mil palavras :)

Frase que produz um certo sentido

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz rico.” (Mia Couto)

Perfeito, Mundo Perfeito, Mundo


Tudo seria perfeito se reinasse a imaculabilidade. Mas tal qualidade é utópica.
Encontro-me numa sociedade que não olha a meios para atingir os seus fins, julga sem olhar à sua volta, com todo o conhecimento de causa e que não tem a capacidade de se auto-intitular de monstro. Muito pelo contrário, consegue facilmente avaliar alguém como sendo aberração da natureza. Sociedade que tem o poder para vetar leis em nome da família, da religião e do que é moral.
É de tal forma poderosa que permite o “acesso fácil” a corrupção, a promiscuidade, a pedofilia, seres intocáveis que julgam e que não permitem ser julgados.

Lamento não conseguir uma integração ‘saudável’ numa sociedade tão pura, nunca ter tido um acesso fácil a tanta edutriv reflectida nestas palavras soltas, nunca ter apedrejado até à morte quem tem a pretensão de arruinar um país, que monstruosidade…

Numa sociedade em que a família tradicional é considerado um expoente máximo, quando na realidade é cada vez mais fracturante, e que ninguém tem a coragem de abordar a sua decadência. É muito mais fácil viver na omissão e na falsa ignorância.
Sociedade formatada que permite a crítica fácil e que tem o poder  para tomar decisões que ocultam a podridão de uma civilização.

O Princípio da Igualdade é omisso e todos podemos julgar em nome da moralidade… em vias de extinção.


No meio de tanta infâmia, gostar de uma pessoa do mesmo sexo é algo tão majestoso.